THERESA CATHARINA DE GÓES CAMPOS
Jornalista, escritora, professora universitária (em cursos de graduação e pós-graduação), tradutora e intérprete (aprovada em concurso) do Senado Federal, Theresa Catharina de Góes Campos nasceu em 13 de janeiro de 1945 , na cidade de Natal - Rio Grande do Norte. Livros publicados:
"O Progresso das Comunicações Diminui a Solidão Humana? Uma interpretação histórica das comunicações gráficas e audiovisuais, desde a pré-história até o Intelsat" - Rio de Janeiro, Editora Lidador, 1970,139 páginas
"A TV nos tornou mais humanos? Princípios da Comunicação pela TV" - com Prefácio de Ariano Suassuna - Recife, Editora da Universidade Federal de Pernambuco, 1970, 362 páginas (Tradução da versão francesa) "Sons e Sinais na Linguagem Universal:
Semiótica. Cibernética, Linguística, Lógica" de A. Kondratov - Brasília, Editora Coordenada, 1972,189 páginas
"Pensamentos para Ser, Agir e Viver Melhor" - Brasília, Ed. do Autor, 2007, 134 páginas.
Com artigos publicados no Brasil e no exterior (em inglês e francês), também participou, com suas poesias, de muitas edições coletivas.
Escreveu Prefácios e comentários para livros dos escritores Ceres
Alvim, Reynaldo Domingos Ferreira, Elvira Werneck e Sérgio Clemente.
Editora, também, dos sites:
www.arteculturanews.com (Arte e Cultura News)
www.noticiasculturais.com (Notícias e Textos Culturais)
www.theresacatharinacampos.com (Blog da Jornalista Theresa Catharina)


DADOS PESSOAIS
Nome
Theresa Catharina de Góes campos
Data e local de nascimento
13 de janeiro de 1945 - Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.
Nacionalidade
Brasileira

Não-fumante
Religião
Católica Apostólica Romana (Praticante)
Filhos
Amerjit e Priscila
Registros profissionais
Jornalista Profissional (Redatora) - Registro Profissional MTb 06 (livro 1, folha 3, verso, ano 1967), atualizado para DF03234JP na última renovação; e
Professora Universitária (Comunicação)

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA
Nome
Theresa Catharina de Góes campos
desde 1960
Jornalista free lance
desde 1966
Professora universitária
Formação universitária
Graduação em Jornalismo (Comunicação Social) - Bacharelado em Jornalismo, pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (hoje, Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro) - 1965
Pós-graduação
Lato Sensu - Especialização em Metodologia do Ensino Superior (Didática Superior) - Faculdades Integradas da Católica de Brasília - 1985.
Curso de Mestrado em Relações Internacionais - créditos completados e projeto de tese aprovado, mas sem defesa de tese - Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Brasília - 1988

LIVROS PUBLICADOS
1970
"O Progresso das Comunicações Diminui a Solidão Humana? Uma interpretação histórica das comunicações gráficas e audiovisuais, desde a pré-história até o Intelsat" - Rio de Janeiro, Editora Lidador, 1970,139 páginas
1970
"A TV nos tornou mais humanos? Princípios da Comunicação pela TV" - com Prefácio de Ariano Suassuna - Recife, Editora Imprensa Universitária, da Universidade Federal de Pernambuco, 1970, 362 páginas
1972
(Tradução da versão francesa) "Sons e Sinais na Linguagem Universal: Semiótica. Cibernética, Linguística, Lógica" de A. Kondratov - Brasília, Editora Coordenada, 1972,189 páginas
2007
"Pensamentos para Ser, Agir e Viver Melhor " - Brasília, Ed. do Autor, 2007, 134 páginas

DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA
1968 - 1969
Faculdade de Filosofia do Recife (FAFIRE), disciplina Os Meios de Comunicação Social na Educação
1968 -1970
Centro de Comunicação Social do Nordeste (CECOSNE), em Recife, disciplinas: Produção para Rádio e TV; Produção Cinematográfica.
1966 - 1971
Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB), no Departamento de Letras, a disciplina Inglês, nos anos de 1966 e 1967; e no Departamento de Comunicação, a disciplina Publicidade e Propaganda, em 1971
1983 -1986
na Faculdade de Artes (Fac. Dulcina), da Fundação Brasileira de Teatro (FBT), em Brasília, as seguintes disciplinas, no Departamento de Artes Cênicas: Literatura Dramática; História do Teatro: Teatro Brasileiro; Evolução do Teatro e da Dança; História e Estética da Arte; Produção para a TV; Produção cinematográfica; Francês; e Fonética
1987 - 1990
Faculdade de Ciências Sociais, das Faculdades Integradas da Católica de Brasília, disciplina Língua Portuguesa
1990 - 1994
Faculdade Alvorada de Brasília, disciplina Inglês Técnico para Informática
1991 - 1998
Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF - hoje UDF), em Brasília, no Departamento de Formação, as disciplinas Problemas Brasileiros e Língua Portuguesa
1984 -1986
Docência em curso de pós-graduação lato sensu:
A disciplina Teorias da Comunicação, em cursos de especialização ministrados pelas seguintes instituições educacionais - Fundação Brasileira de Teatro em convênio com a Fundação Educacional de Brasília (em 1984); no Centro de Ensino Unificado de Brasília - CEUB - (CESAPE, em 1985); e nas Faculdades Integradas da Católica de Brasília (1986).
A disciplina Folkcomunicação, no Centro de Ensino Unificado de Brasília - CEUB (CESAPE), em 1985.

EXPERIÊNCIA DE CHEFIA
1966 - 1967
Chefe do Serviço de Educação da Fundação Brasil Central, em Brasília.
1970 - 1971
Diretora da Rádio Universitária, da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife.
1970 - 1971
Gerente de grupo de estudos, no Ministério da Educação e Cultura, em Brasília.
1984 - 1985
Chefe do Departamento de Artes Cênicas da Faculdade de Artes da FBT, em Brasília.

ASSESSORIA TÉCNICA
1966 - 1967
Assessora de Comunicação para a Fundação Brasil Central, em Brasília
1983 - 1990
Assessora Tradutora e Intérprete para o Ministério da Aeronáutica, em Brasília
1993 - 1994
Assessora de Comunicação para empresas diversas (como a FACEB, entidade de previdência privada para os empregados da CEB, Companhia Energética de Brasília)

PRODUÇÃO, REDAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE PROGRAMAS RADIOFÔNICOS E TELEVISIVOS
1966 - 1967
Rádio Alvorada de Brasília em parceria com o radialista Raimundo Laranjeiras, o programa diário Clube das Donas de Casa.
TV Nacional, Canal 2, de Brasília, três (03) programas semanais: “Encontro”, “O Museu e a Cidade” e “Educar é Crescer”
1968 - 1972
na Rádio Universitária, da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, séries de programas culturais sobre a língua portuguesa, o folclore, personalidades nacionais e estrangeiras
1966 - 1970
Rádio Tamandaré, em Recife, o programa diário “Alô, Motorista”
TV Rádio Clube de Pernambuco, em Recife, membro da equipe de três redatores do Telejornal Pirelli, de apresentação diária, às 20 horas
1971 - 1982
Radio/TV Canada, em Ottawa, Ontario, Canadá, como free lance

TÍTULO/PRÊMIO ESPECIAL
1971
 “O Melhor da Comunicação em 1970” - honraria concedida pela Associação dos Bacharéis em Jornalismo de Pernambuco

ARTIGOS PUBLICADOS
1960
Artigos publicados (entrevistas, crônicas, reportagens, editoriais e poesias) em português e inglês, em diversas cidades brasileiras e no Canadá, sobre temas culturais diversificados.

PREFÁCIOS
Prefácios para livros dos escritores Ceres Alvim, Elvira Werneck, Reynaldo Domingos Ferreira e Sérgio Clemente.

MONOGRAFIA
Os Meios de Comunicação Social como Instrumentos de uma Educação para a Paz - Brasília, 1986.

MEMBRO DE ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES PROFISSIONAIS E CULTURAIS
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal; Sindicato dos Escritores do Distrito Federal; Associação Ópera-Brasília - AOB; Sociedade dos Amigos do Cine Brasília; Cineclube dos Educadores; Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-DF); Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (SINDILEGIS); AIDF - Associação da Imprensa do Distrito Federal.

TRADUTORA E INTÉRPRETE DO SENADO FEDERAL
1993 -
Aprovada em Concurso Público, empossada em 25 de novembro de 1993

ATUALIZAÇÃO
1995
Co-revisora da Revista de Informação Legislativa do Senado Federal
1995
Em 1995, eleita para a Diretoria (Triênio 1995/98) do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, como membro da Comissão de Ética e Sindicância
1995 - 1997
Jornalista responsável pela Revista da Faculdade AEUDF
1999 - 2000
Assessora do Diretor da Secretaria de Informação e Documentação do Senado Federal
2000 - 2002
Chefe de Gabinete da Secretaria de Informação e Documentação do Senado Federal
2000 - 2001
Jornalista e membro da equipe técnica da revista Senatus, da Secretaria de Informação e Documentação do Senado Federal
2001 - 2004
Diretora de Imprensa e Divulgação do SINDILEGIS triênio 2001-2004.
Licenciada por motivo de doença grave - câncer (julho/2002)
2002
Aposentada do Senado Federal, por motivo de doença grave (câncer), em 24 de julho de 2002
2001
Editora, produtora e redatora do site www.arteculturanews.com
2003
Articulista do portal 180graus.com
Incluída no Dicionário dos Escritores de Brasília - 2a. edição, 2003 - organizado por Napoleão Valadares.
2005
Recebe o PRÊMIO NACIONAL DA IMPRENSA BRASILEIRA - MÉRITO DOM JOÃO VI - 2005
2003 -
Editora, produtora e redatora do site www.noticiasculturais.com
2005 -
Editora, produtora e redatora do site www.theresacatharinacampos.com
2005
Editora, produtora e redatora do cd-rom "Pensamentos para Ser, Agir e Viver Melhor" (2ª e 3ª edições - 2008 e 4ª edição 2009)
2007
Editora, produtora e redatora do livro "Pensamentos para Ser, Agir e Viver Melhor"

TEXTOS RELACIONADOS À VIDA E ÀS ATIVIDADES

1969
Diário de Pernambuco – terça-feira, 21 de outubro de 1969.
DIÁRIO FEMININO
MULHER EM POSTO DE DIREÇÃO
Ainda não deixou de ser um tanto raro que elementos femininos ascendam, aqui entre nós, a postos executivos de alta escala. O mais que se tem conseguido é, na administração pública, ser chefe de seção. Na Universidade, temos alguns exemplos de diretores de unidades ou departamentos, como a prof. Maria Auxiliadora Cabral de Moura , à frente do Instituto de Psicologia da UCP.
No campo jornalístico, a mini-saia invade as redações e estúdios e, no Rio de Janeiro, temos exemplo de mulheres como chefes de empresas jornalísticas.
A direção da Rádio Universitária foi recentemente confiada a Theresa Catharina de Góes Campos que já escrevia programas para aquela emissora além de trabalhar no departamento de jornalismo de TV Rádio Clube. Theresa é especializada em comunicação, tendo inclusive escrito um livro sobre televisão. Escreve também para crianças, e tem toda uma formação voltada para os fins educativos dos meios de comunicação.
Os colegas da Rádio Universitária, que estão atualmente sob as ordens de uma mulher, comentam bem humorados: “se em Israel está dando certo, por que não haveria de dar na R.U.?”
A atual diretora da estação transmissora da U.F.P. é dona de um entusiasmo incomum por qualquer tarefa à qual se dedique. É uma pessoa jovem que leva muito a sério o trabalho e as pessoas. É dessas que acreditam que se deve seguir pela vida, com os pés no chão e o ideal nas estrelas.
Tereza Lúcia Halliday

1970
PREFÁCIO de ARIANO SUASSUNA para o livro "A TV nos tornou mais humanos? Princípios da Comunicação pela TV " de Theresa Catharina de Góes Campos
UM LIVRO SOBRE TELEVISÃO
Conheci Theresa Catharina depois que passei a dirigir o Departamento de Extensão Cultural da U.F. Pe., e, ela, a Rádio Universitária: estas duas repartições funcionam juntas, nas mesmas dependências da Reitoria,sendo que a Rádio já foi uma Divisão do DEC. Hoje,é autônoma, motivo pelo qual não tive o prazer e a honra de trabalhar com Theresa Catharina. Apesar disso,porém, as ligações entre o DEC e a Rádio continuam, porque temos, ainda, muitas áreas de trabalho relacionadas. A Música é uma delas, e várias vezes eu tenho aparecido na Rádio, para importunar a Diretora e seus auxiliares com fitas e gravações do Seminário de Criação e Interpretação Musical Nordestina que o DEC promove.
Nunca eu poderia supor, porém, que aquela moça discreta, cortês e modesta, sempre com um ar de quem teme ser pesada aos outros, fosse uma mestra em Teoria das Comunicações. E, mais do que isso, que aliasse sua capacidade administrativa ao dom de escrever. Sim, porque Theresa Catharina de Góes Campos estréia este ano como escritora. E, fato raro entre os escritores que começam, este seu segundo livro sai quase imediatamente depois do primeiro, editado no Rio, com distribuição nacional.
Passei a vista no primeiro , uma espécie de apanhado geral, de visão o quanto possível completa do campo das comunicações. Para ser absolutamente franco,eu me sentiria menos constrangido prefaciando o primeiro, do que escrevendo estas linhas mal-arrumadas sobre o segundo. Entende-se: o primeiro, sendo mais geral, tem muitos assuntos que me deixariam mais seguro - inclusive o Teatro.
Já quanto a este, todo mundo que me conhece sabe da pouca simpatia que tenho pela Televisão. Aliás, expliquei a Theresa Catharina a dificuldade em que me encontrava, por causa disso. Ela, porém, demonstrando grande poder de compreensão, autorizou-me a fazer o prefácio como entendesse. Disse-me, inclusive, que eu desse um depoimento sobre os motivos de minha pouca simpatia, porque isso poderia servir de ponto de partida para reflexões e estudos. Então concordei e passo a expor tudo, do modo que me é possível.
Em primeiro lugar, quero esclarecer que não faço essa declaração por mania de ser diferente ou original.Também não a faço num sentido de desrespeito ou desapreço por aqueles que dedicam à Televisão, com honestidade, o melhor de suas vidas e de seu trabalho. O problema é muito mais complexo. Minha antipatia vem de outras causas. A primeira , talvez seja a sensação de impaciência e frustração que experimento vendo mal usado e desperdiçado aquilo que tem tanta força, tanto poder de persuadir e influenciar para a Cultura verdadeira. Depois, vem do ar de empáfia com que os figurões, os "grandes mentirosos" da Televisão, se arvoram em árbitros do gosto, atribuindo ao Povo (que está sendo deformado, por eles, aos poucos) suas próprias opiniões, suas próprias deformações.
Tenho um amigo que, a esse respeito, vive se rebelando contra a célebre frase -feita de que "macaco é doido por banana". Ele retruca, indignado: "Como é que podem saber disso, se só dão banana ao macaco? O macaco está faminto, dão-lhe uma banana, ele a come com avidez e as pessoas dizem: "Como ele gosta de banana!". Macaco, como todo mundo, gosta é de comida". E meu amigo conclui. "Dêem um rosbife ao macaco, que nunca mais ele come banana satisfeito."
Coisa semelhante fazem os figurões da Televisão com o Povo. A necessidade de consumo de Arte é evidente em qualquer ser humano.A televisão só oferece ao Povo as guitarras inglesas ou as bananas e abacaxis tropicalistas, tomando todo o cuidado para evitar que o Povo tome contacto com os verdadeiros artistas brasileiros. Aliás, a crise é mais ampla e atinge até todo o campo da Arte erudita. Já que estamos falando de Música, há toda uma propaganda, todo um espírito dirigido no sentido de fazer a Música brasileira adotar os processos, os cacoetes e os becos-sem-saída da Música européia e norte - americana. Mas não vou tão longe. Fiquemos no campo da Música popular, pra facilitar a discussão.Como é que se explica o boicote sistemático que a Televisão brasileira executou com Ataulfo Alves? Nunca Ataulfo Alves teve um programa só para ele, nunca teve uma propaganda sistemática e contínua.
Por quê? Porque ele "não fazia parte do jogo, da farsa gigantesca", "da coligação dos prestígios". Depois que ele morreu, prestaram-lhe "comovidas homenagens" e, com um suspiro de alívio, sentiram-se mais seguros e confiantes, porque a Onça Preta tinha morrido e não arrasaria mais nenhum ídolo de pés de barro (...). Sim, porque o perigo que os verdadeiros artistas oferecem é esse. Os figurões organizam a farsa,os prestígios dos valores importados, arranjam um patrocinador poderoso que também faça parte do jogo e então começam a impor a falsificação ao Povo. Aquilo surte efeito durante algum tempo, porque o Povo quer ouvir música, e como só aparece aquela, consome aquela mesma. Mas, um dia, quando os promotores da farsa menos esperam, lá um artista verdadeiro rompe uma barreira, e os ídolos desmoronam. Os promotores correm, para esconder o fato e reparar os estragos, mas é tarde: e lá se vão,num só momento, cinco anos de esforços para derrubar a verdadeira Cultura brasileira.
Foi o que aconteceu com Ataulfo Alves no último Festival em que ele tomou parte. Acusado de "quadrado", de "ultrapassado", de "reacionário", em dois minutos engoliu tudo quanto foi de cabeludo, de guitarra e de tropicalismo que apareceu por lá naquela noite - o que fez com o samba "Quis você pra meu amor, mas você não me entendeu", etc.
"Bem", perguntarão,"e qual é a solução?" Respondo: isso compete às pessoas como Theresa Catharina de Góes Campos. Seu livro será, daqui por diante,uma obra de consulta indispensável, não só para os técnicos como para fixar rumos teóricos àqueles que pretendam fazer da Televisão alguma coisa de sério e honesto. Para isto,são de importância capital pelo menos duas partes: a que ela escreveu sobre "A TV a serviço da Comunicação" e a outra sobre "O Teatro na TV". Theresa Catharina incluiu também um capítulo que trata do patrocinador de TV, explicando como ele atua e influencia - do mesmo modo que ela fez sobre o Diretor de TV e o Produtor.
Porque um país que está procurando se construir, como o Brasil, não pode deixar que sua Cultura seja ameaçada e degradada a cada instante, entre outras coisas pelos produtos falsificados e importados que,por força de instrumentos de comunicação poderosos como a TV, são impostos à força ao gosto do Povo. O Povo protesta desligando os receptores, o que só não se diz porque isso também"está fora do jogo". Mas a própria Theresa Catharina de Góes Campos me chamou a atenção para um fato significativo: nos famosos "inquéritos de audiência e popularidade", a soma das cifras nunca dá 100%. Digamos que sejam dois os canais de Televisão pesquisados. O vitorioso alcança 22% e o derrotado 21%, enquanto a mesma pesquisa aponta 16% para o terceiro canal. Onde estão os 41% restantes? Eram televisores desligados. O grande vitorioso é o "canal mudo e cego", através do qual o Povo protesta contra a farsa.
Fora daí, cumpre-me destacar, no livro de Theresa Catharina, o "Dicionário Trilíngue" dos termos mais comumente usados na Televisão. Creio que é o primeiro que se faz , assim, no Brasil. Ele, e o livro todo, demonstram que o Governo deve intervir a sério nesse campo, no sentido de salvar,resguardar e prestigiar a Cultura brasileira. Nesse momento, as pessoas como Theresa Catharina de Góes Campos e obras como este livro são peças fundamentais, das quais nossa Pátria terá que lançar mão, para não desperdiçar valores e construir, aos poucos e em cada campo, a nossa grandeza.
Recife,23 de maio de 1970
ARIANO SUASSUNA

1988
FACULDADES INTEGRADAS DA CATÓLICA DE BRASÍLIA
Ofício 035/88-FCCS
Brasília-DF, 22 de setembro de 1988.
Cara Professora Theresa Catharina:
Tivemos o privilégio de contar com sua participação, nos dias 20, 21 e 22 /06/88, na PRIMEIRA SEMANA DA ADMINISTRAÇÃO, organizada por alunos desta Faculdade.
O objetivo geral do evento, qual seja propiciar aos alunos uma visão prática das realidades empresariais mais significativas do Distrito Federal, foi amplamente atingido oferecendo rara oportunidade de integração entre nosso meio acadêmico e o empresarial.
Sua presença, como Mestre de Cerimônia, durante o evento, emprestou-nos extraordinária colaboração.
No momento em que transmito meus agradecimentos pessoais, e os da Faculdade Católica de Ciências Sociais, desejo assegurar-lhe que sua atenção será sempre lembrada com especial consideração entre nós.
Atenciosamente,
Luís Antônio B. Emílio
Diretor da Faculdade Católica de C. Sociais
UBEC/FICB

2006
PALESTRA DISCUTE ÉTICA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
A professora Theresa Catharina de Góes Campos abriu ontem à tarde o 1° Ciclo de Conferências do Museu do Senado
Em palestra realizada ontem no Senado, a escritora e professora Theresa Catharina de Góes Campos recomendou a permanente cobrança, pela sociedade, de um comportamento ético dos meios de comunicação. Após traçar um histórico sobre ética e política na evolução das comunicações desde a pré-história até o momento atual, ela defendeu o fortalecimento do espírito crítico da população: - A responsabilidade com a informação deve ser um compromisso dos jornalistas – afirmou Theresa Catharina na palestra que abriu o 1° Ciclo de Conferências do Museu do Senado. “Podemos cobrar da mídia a utilização de fontes de qualidade, que não levem à elaboração de notícias forjadas ou pela metade”, sugeriu.
A professora recorreu a textos da Antiguidade Ocidental para demonstrar que a busca de um comportamento ético tem longa tradição. Os animais personagens das fábulas do grego Esopo, citou, já eram porta-vozes de denúncias sociais. E o teatro grego era encarado pelo Estado, naquela época, como meio de educação da população.
Durante a Idade Média, recordou a professora, coube aos monges copistas a tarefa de recuperar os textos da Antiguidade Greco-Romana, alguns deles até hoje encenados por diretores teatrais. Concluído o período do feudalismo, coube à Commedia Dell’Arte italiana a retomada da crítica social por meio de atores populares e textos anônimos. “Eles contribuíram para a reflexão crítica da sociedade”, ressaltou Theresa Catharina.
A denúncia social, prosseguiu a professora, aprofundou-se com autores como Molière, no século XVII, e sua ácida crítica aos costumes da época. Mais tarde, o escritor Victor Hugo alterou a linguagem literária ao estender o que Theresa classificou de um “olhar caridoso” à população pobre da França.
No Brasil, o Romantismo trazia à tona o tema da contribuição das populações indígenas à nacionalidade. “Foi um grande passo em termos de conscientização”, observou.
Jornal do Senado
Brasília, 29 de setembro de 2000.

HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO ABRE DEBATES DO MUSEU DO SENADO
A evolução histórica dos meios de comunicação, sob os aspectos ético e político, é o tema de abertura, às 15h 30 de hoje, do 1° Ciclo de Conferências do Museu do Senado. A palestra, a cargo da professora, jornalista e escritora Theresa Catharina de Góes Campos, será dada na sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho.
Segundo Theresa Catharina, a “reflexão crítica” sobre os meios de comunicação abrangerá o período que vai da Pré-História aos dias atuais. O primeiro ponto a ser abordado será a pintura rupestre, imagens gravadas nas paredes de cavernas e paredões por homens primitivos. Em seguida, ela fará análise do analfabetismo na Antiguidade, na Idade Moderna e no mundo contemporâneo. Logo depois, a professora falará sobre as atividades jornalísticas como expressão pessoal e coletiva, inclusive de protesto, denúncia e reivindicação.
Além de abordar a importância do rádio, do cinema e da televisão como veículos de informação, registro e formação de valores, Theresa Catharina tratará também do desenvolvimento da oratória, teatro renascentista, grande imprensa, jornalismo marrom e imprensa alternativa.
Jornal do Senado
Brasília, 28 de setembro de 2000.

MUSEU DO SENADO REALIZA CICLO DE CONFERÊNCIAS
O 1° Ciclo de Conferências do Museu do Senado será aberto amanhã, às 15h 30, na sala 6 das comissões (Ala Senador Nilo Coelho). A primeira conferência estará a cargo da professora Theresa Catharina de Góes Campos, que falará sobre Ética e Política na Evolução Histórica das Comunicações. O objetivo é promover a reflexão crítica sobre os valores éticos e políticos no processo de evolução histórica nos meios de comunicação, desde a Pré-História aos dias atuais.
Jornal do Senado
Brasília, 27 de setembro de 2000.
Obs. A TV Senado filmou a minha palestra, do início ao fim, tendo apresentado essa filmagem, por inteiro, inúmeras vezes, na programação da emissora.
Theresa Catharina
Brasília, 16 de março de 2006

2006
THERESA CATHARINA entrevistada em filme documentário sobre FLORIANO PEIXOTO
A JCV Produção Editorial, Cinema e Vídeo está atualmente realizando, entre outros trabalhos, um filme documentário sobre Floriano Peixoto, o "Marechal de Ferro" , o primeiro vice-presidente da República proclamada em 15 de novembro de 1889 e o seu segundo presidente, pois assumiu a presidência do país dois anos depois, quando o Marechal Deodoro da Fonseca renunciou.
Dirigido por Jorge Oliveira e Ana Maria Rocha, com produção de Cléa Paixão, o documentário tem como proposta apresentar Floriano Peixoto, no contexto de sua época, aos cidadãos de hoje.
Conhecedores do meu artigo sobre o jornalismo brasileiro nas lutas políticas, os diretores do filme me convidaram a ser entrevistada, para comentar, analisando e refletindo criticamente, na minha visão e perspectiva de jornalista atuante, o papel da imprensa: nos anos que antecederam a proclamação da República e, também, durante o governo de Floriano Peixoto.
Por compreender a importância de ressaltar a atuação da imprensa, logo atendi ao convite, sendo o meu depoimento filmado em Brasília, na data de 16 de março/2006.
A seguir, reproduzo o texto que, em 1970, foi publicado em meu livro "O progresso das comunicações diminui a solidão humana? Uma interpretação histórica das comunicações gráficas e audiovisuais, desde a pré-História até o intelsat", Editora Lidador (RJ) (...)
Posteriormente, esse capítulo - com o título, na obra, O jornalismo brasileiro nas lutas políticas - começou a ser divulgado pela [...] e nos sites que produzo (www.noticiasculturais.com, www.arteculturanews.com e www.theresacatharinacampos.com ).
Recomendo, para leitura esclarecedora sobre a época de Floriano Peixoto, a obra do pesquisador, escritor e jornalista Hélio Silva: "1889 - A República não esperou o amanhecer".
Considerando que a produção desse filme documentário sobre Floriano Peixoto é uma contribuição valiosa para a preservação da memória brasileira, que merece todo o nosso incentivo, porque subsidia e complementa a nossa participação como sociedade e público, nossos esforços de cidadãos conscientes, louvo a iniciativa dos realizadores.
Theresa Catharina de Góes Campos
Brasília, 17 de março de 2006

2006
REGISTRO DA PARTICIPAÇÃO de THERESA CATHARINA EM CICLO DE PALESTRAS SOBRE ÉTICA NA SOCIEDADE

www.etical.org.br/arquivos

A Associação de Ex-alunos dos Jesuítas em Brasília—ASIA Brasiliae, e o Núcleo de Estratégias Organizacionais (NEORG/CEAM/UnB) em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos, ABRH/ D.F., realizou no dia 14 de setembro, com inicio às 19:30 hs, no Centro Cultural de Brasília, o terceiro painel do 2° Ciclo de Palestras sobre Ética na Sociedade e nas Profissões. Com o propósito de refletir sobre a relevância do atendimento médico à população, em contraste com a intensa crise ética porque passa o país, ofereceu-se aos interessados um fórum adequado de discussão e debates sobre a relação médico-paciente . O tema, versando sobre "A Consulta Médica: uma prática em crise?"

Focalizou as origens da prática médica, seu contexto atual, as diferentes orientações e perspectivas. A exposição tratou também das dificuldades, avanços, retrocessos e problemas específicos enfrentados por médicos, pacientes, profissionais da área, segundo o estado da arte da tecnologia médica, com seus impactos sobre os principais interessados. O encontro foi coordenado pelo ex-aluno dos Jesuítas, Dr. Alexandre Ayres, médico alergista do HUB da Universidade de Brasília.

Compôs o painel representativa amostra dos interesses em discussão: Dr. Leopoldo Luis dos Santos Neto, professor de Clínica Médica da Universidade de Brasília, discursou sobre aspectos acadêmicos e históricos da evolução do atendimento médico. Ressaltou a complexidade do mundo atual, o desenvolvimento tecnológico e os avanços na área da saúde, pontuando as vantagens e as desvantagens dessa evolução.

Representando a Promotoria de Defesa da Saúde no Distrito Federal, a cargo do Dr. Jairo Bisol, discursou o Dr. Franz Rulli Costa, médico sanitarista pioneiro no D.F., que apresentou o cenário atual do acesso ao Sistema Unificado de Saúde (SUS), suas mazelas, problemáticas, fatores que interferem no seu aperfeiçoamento e os que contribuem para o desgaste do sistema.

O Dr. Eduardo Pinheiro Guerra,

Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, apresentou o aspecto deontológico, os direitos e deveres do médico para com seu paciente na consulta médica, ressaltando as virtudes e os mitos em torno desse atendimento, observando a necessidade de preparo acadêmico para essa interação médico-paciente.

Theresa Catharina De Góes Campos, representando os pacientes, falou sobre os cuidados e a atenção que se deve ter ao programar uma consulta médica, para se conseguir o melhor aproveitamento desse momento. Tanto fornecendo ao médico que está atendendo as melhores informações sobre os sintomas pessoais até ao cuidado de se elaborar lista com questionamentos ou dúvidas que se tenha a respeito da própria saúde. Observou que esta comunicação é de suma importância para um diagnóstico preciso, tornando mais eficaz e satisfatória essa interação, na busca da solução de problemas pessoais de saúde.

Sumarizando as idéias desenvolvidas pelos painelistas, o Coordenador Geral da Etical (Iniciativa Latino-americana pela Ética), Emerson de Barros Aguiar, destacou aspectos convergentes do painel, observando os aspectos éticos e profissionais debatidos, analisando-os sob uma perspectiva filosófica e analógica que ressaltava nossos anseios de desenvolvimento e atendimento mais adequado ao gênero humano, como propósito fraterno.

Seguiram-se debates, com a participação de profissionais, observações feitas por sanitarista presente ao debate, dessa necessidade de maior solidariedade e aplicação de recursos nessa área de saúde tão carente e maltratada em termos de decisões políticas ineficazes. Várias outras questões foram suscitadas que demonstravam a perplexidade do cidadão perante um serviço essencial ao exercício da cidadania e do respeito à dignidade humana que se deteriora ao invés de expandir-se. As observações partidas da audiência, que se prolongaram até quase às 23 horas, com interesse e relevância, bem demonstram a importância da iniciativa e a necessidade de abertura e realização de fóruns do mesmo teor que estimulem a cidadania e permitam ao povo fazer ouvir a sua voz e o seu clamor pelo adequado atendimento médico, garantia de todos, constitucionalmente declarada.