Theresa Catharina de Góes Campos

     
Reynaldo Domingos Ferreira comenta:

Wagner Moura, grande ator: mas ninguém me explicou por quê



De: Reynaldo Ferreira <reydferreira@gmail.com>
Date: sex., 23 de jan. de 2026
Subject: Fwd: Wagner Moura, grande ator: mas ninguém me explicou por quê
To: Theresa Catharina de Goes Campos <theresa.files@gmail.com>

Repassando:

Wagner Moura, grande ator: mas ninguém me explicou por quê

Fonte: Gazeta do Povo
https://share.google/Ip7YwS0RqunwEfzbG

Concordo com Paulo Polzonoff Jr., da Gazeta do Povo, ante sua estranheza pela falta de uma explicação convincente - ou pelo menos razoável - de que Moura é um grande ator porquê, na verdade, ele não é.

O ator baiano é apenas um mistificador da arte de representar, impulsionado, certamente, por uma poderosa campanha publicitária do tipo da que foi usada - como lembra bem o articulista - por Paulo Coelho para promover sua medíocre obra literária.

Nada a estranhar, neste sentido, uma vez que isso é useiro e vezeiro, no exterior, onde se contratam ghost-writers para escreverem obras, também de carregação, que serão lançadas como de autoria de uma figura de projeção na mídia e nos meios literários.

No caso de Moura, que nunca sustentou, num palco, um texto clássico - prova de fogo, pela qual tem de passar um ator de qualidade, como Dan Stulbach, que ora representa, brilhantemente, em excursão pelo país, “ O Mercador de Veneza “, de William Shakespeare - ele não pode, de forma alguma, em termos teóricos, ser considerado como tal.

Não importa que, a peso de muito dinheiro, saído das estatais, ele, abiscoite uma estatueta do Oscar, para o prazer de sua torcida petista, derrotando Leonardo DiCaprio e Sean Penn, que tiveram brilhantes atuações, em “ Uma Batalha , Após Outra “, de Paul Thomás Anderson, já detentor das indicações ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Ator. Não importa.

Isso também não é motivo para se estranhar, pois, na história do Oscar, há muitas injustiças.
Um dos maiores atores da história da Broadway e do Cinema Norte-Americano, Montgomery Clift - de atuação inesquecível, por exemplo, perfeita em todos os sentidos -, em “ Tarde Demais “, de William Wyler, nunca ganhou um Oscar. E outros, medíocres, como Moura, obtiveram, ao longo do tempo, a estatueta.

Mas, no Brasil, da esculhambação de hoje, em que as águias da república são figuras enganadoras, corruptas, e deprimentes, pensando bem, até que Moura se ajusta, como luva, à paisagem geral. Reynaldo D. Ferreira
 

Jornalismo com ética e solidariedade.