Theresa Catharina de Góes Campos

 

 

 
LUÍZA CAVALCANTE CARDOSO: A ESTRADA QUE ESCOLHI!



De: LUÍZA CAVALCANTE CARDOSO <luizaccardoso@gmail.com>
Date: qua., 25 de fev. de 2026
Subject: estrada
A ESTRADA QUE ESCOLHI!


Robert Frost tem um poema chamado “A Estrada Não tomada” no qual ele fala sobre escolhas e decisões que nós todos somos convidados a realizar em nossa vida. E com elas as consequências. “Duas estradas se separavam em um bosque amarelo, / E lamento não poder viajar por ambas/E ser só um viajante, muito tempo fiquei/ Olhando uma até onde podia enxergar,/ Até onde se perdia entre os arbustos,/ Depois tomei a outra, igualmente bela/ E que talvez tivesse maior apelo,/ Pois era relvada e fora de uso;/ Embora, na verdade, o trânsito/ As tivesse gasto quase da mesma forma,/ E naquela manhã ambas estavam/ Com folhas que os passos não enegreceram./ OH! Reservei a primeira para outro dia! / Mas sabendo como caminhos se sucedem a caminhos/ E duvidava se alguma vez lá voltaria. / É com um suspiro que agora conto isto. /Tanto, tanto tempo já passado: Duas estradas se separavam em um bosque e eu -/ Eu segui pela menos viajada/ E isto fez toda a diferença.” Tradução de José Oliveira.

Fazer toda a diferença em nossas vidas – eis o que desejamos de nossas decisões. Que nos tragam conforto, alegria e paz. Diante de duas estradas nosso coração e mente nos ajudem a escolher aquela que nos trará possibilidade de viver em plenitude. O que não é nada fácil. Robert Frost ao nos falar de sua experiência esclarece que tomou a segunda estrada, igualmente bela e relvada, fora de uso. Reservando a primeira para outro dia. No entanto, diz que duvidava se alguma vez voltaria lá. Ou seja, duvidamos nós também se será possível retornarmos e experimentarmos a outra estrada. Portanto, nunca saberemos se nossa escolha foi a melhor.

Quando falamos de decisão falamos igualmente de consequências. E são elas que respondem pela efetividade de nossos desejos e ações. Pela clareza com a qual observamos os aspectos que orientam e estimulam nossas escolhas de vida. Pois elas nos apresentam o futuro, o condicionam, o formatam. Decidir é, portanto, conhecer as consequências, sua amplitude e profundidade. O modo como nos envolverão e influenciarão o resto de nossa existência.

Metaforicamente, vivemos sempre a decidir por estradas. A escolher caminhos. O que fazer, como fazer, quando fazer, com quem fazer. Em relação aos estudos, à profissão, aos amigos, a atividades que possam enriquecer nossas vidas, aos amores. Diante de cada um destes aspectos uma decisão sobre o caminho a tomar. Uma escolha. Um tempo para compreendermos quem somos, o que queremos, o que nos fará feliz. Frost diz que ao escolher a estrada menos viajada isto fez toda a diferença. Que a estrada que nós escolhermos, independentemente de ser a menos viajada ou não, possa nos trazer força e alegria. E esta decisão faça toda a diferença em nossa vida. (02/2026/luiza)
 

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