Theresa Catharina de Góes Campos

 

 

 

Conversas com o céu _ Nova Acrópole 


De: Nova Acrópole 
<propaganda@acropolebrasil.com.br>
Date: seg., 23 de fev. de 2026 
Subject: #196 Conversas com o céu
To: <
theresa.files@gmail.com>

  

  

“Só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas”

Trecho do poema “Via Láctea” de Olavo Bilac

 

 

Há alguns dias, pude contemplar um céu estrelado, daqueles que não são ofuscados pelas luzes da cidade. E, assim, tive uma conversa com o Sr. Céu.

Admirando suas estrelas que brilhavam, pus-me a refletir sobre o brilho que o firmamento apresenta, ora pela luz do Sol, ora pela luz de outras estrelas. Algumas delas, inclusive, bem maiores do que o nosso Sol, porém mais distantes de nós.

Seja de dia ou de noite, as estrelas estão sempre ali, e não deixam de irradiar sua luz.

Diante desses pensamentos, refleti sobre as nossas próprias “estrelas-virtudes”. Começou, assim, o diálogo:

— Se diante desta escuridão as estrelas brilham, onde estarão as nossas estrelas nos momentos de trevas?

E o Sr. Céu me respondeu:

— Assim como as minhas estrelas existem tanto no claro quanto no escuro, as de vocês também. No entanto, por não as conhecerem ou por medo de não brilharem, vocês adquirem tantas luzes artificiais que as suas próprias estrelas parecem sumir. É tal como acontece nas grandes cidades, cheias de prédios, outdoors, carros e postes.

— Mas, se eu vivo em uma cidade grande que demanda iluminação artificial, como viverei sem essas fontes externas de luz?

— As fontes externas são úteis para vocês, humanos, mas não devem ser usadas 100% do tempo. Assim como você está aqui, em meio à natureza, onde pode admirar as minhas estrelas, coloque-se também diante da sua própria natureza. Apague um pouco as luzes artificiais e perceberá as suas estrelas. Deixe-as brilharem para si e para os demais.

— É uma possibilidade. Mas, se as estrelas são as virtudes, e o Sol é a estrela mais próxima, como saber qual é o meu Sol?

— Se você para a fim de ver o meu Sol, pare também para se observar. Ao se levantar, veja o Sol que nasce em você; por mais que o dia esteja nublado ou chuvoso, ele permanece ali. De igual maneira que me admira, olhe para si como se fosse eu: com o mesmo encantamento e admiração. Assim, poderá descobrir e deixar o seu Sol brilhar.

— E quanto às minhas estrelas mais distantes? O que faço com elas?

— Simplesmente deixe-as brilhar, assim como eu faço. Descubra em você as suas estrelas e constelações e permita que outros também o façam. Se elas lhe parecem muito distantes, não se incomode; apenas deixe-as brilhar. Um pouquinho de luz que cada uma consiga emitir já é suficiente para o seu aprimoramento.

— Tenho muito a aprender sobre os seus mistérios e sobre os meus.

— Que você siga querendo aprender sobre os meus mistérios, mas, sobretudo, que se comprometa a aprender sobre os seus. Reflita e deixe as suas estrelas brilharem também.

E debaixo de um lindo céu estrelado, agradeci a honra do diálogo com o Sr. Céu.

 

                                                                                      

 Thenille Faria Machado Carmo

Aluna da Nova Acrópole

 

 Lago Norte/Brasília-DF

                                                                                          

Poema: "Via Láctea" de Olavo Bilac Inspire-se nos poemas de Olavo Bilac disponíveis no site da Academia Brasileira de Letras. Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac era jornalista, poeta e inspetor de ensino. Nasceu no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865, e faleceu, na mesma cidade, em 28 de dezembro de 1918. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, criou a cadeira nº. 15, que tem como patrono Gonçalves Dias.

Vídeo: REFLEXÃO: amplia Consciência e constrói Identidade A professora e voluntária de Nova Acrópole Lúcia Helena Galvão sintetiza alguns importantes elementos sobre o valor da reflexão para a ampliação da nossa consciência e para a construção de nossa identidade mais profunda. Refletir é uma das ferramentas que a filosofia utiliza para compreensão do Universo e de nós mesmos.

Música: Dreaming op.15 nr.3 - Amy Beach A pianista Evgenia Nekrasova interpreta a música “Dreaming op. 15 nr. 3” da compositora americana Amy Beach (1867 - 1944). Em sua obra, ela nos convida a mergulhar em nós mesmos e descobrir as belezas escondidas na harmonia dos sons.

 

 

 

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