Theresa Catharina de Góes Campos

 

 

 

Nova Acrópole:  A Terra vista de cima


 
De: Nova Acrópole <propaganda@acropolebrasil.com.br>
 
Date: seg., 23 de mar. de 2026 
Subject: #200 A Terra vista de cima
To: <
theresa.files@gmail.com>
 


 

  

  

“Quanto mais falamos no Universo, menos o compreendemos. O melhor é ouvi-lo em silêncio.”

Lao Tsé

 

Há uns anos assisti a uma entrevista com alguns astronautas que haviam retornado de uma missão espacial. Em determinado momento, fizeram a eles uma pergunta: “O que mais os impressionou quando olharam para a Terra lá de cima?”. A resposta de um deles foi direta, mas profundamente reveladora: “A Terra vista do espaço não tem fronteiras”.

Nunca esqueci essa cena. Talvez porque, de alguma forma, ela revele algo muito maior do que uma simples constatação geográfica. Ela toca um princípio universal.

Aquilo que aqui embaixo dividimos em países, territórios, limites e muros, lá de cima simplesmente não aparece. Não há linhas separando povos, não há línguas incompreendidas, não há bandeiras delimitando quem pertence ou não a um determinado lugar. Existe apenas um planeta azul, silencioso e inteiro.

Essa imagem nos convida a um exercício de perspectiva. Grande parte das separações que organizam a vida humana nasce da nossa maneira de olhar para as diferenças, mas na realidade elas não existem em si.

Do ponto de vista da Terra, somos todos habitantes da mesma casa.

Talvez por isso tantas tradições filosóficas e espirituais insistam na ideia da Unidade, não no sentido de negar as diversidades, que são belas e necessárias, mas de lembrar que elas existem dentro de algo maior que nos conecta.

As culturas podem variar, as histórias podem ser distintas, os caminhos podem ser diversos. E, ainda assim, todos respiramos o mesmo ar, caminhamos sobre o mesmo chão e compartilhamos a mesma condição humana.

Quando ampliamos o nosso olhar, percebemos que muitos conflitos nascem justamente do contrário: uma visão estreita e limitante. Quando nos aproximamos demais das fronteiras que criamos, passamos a enxergá-las como muros intransponíveis. Esquecemos que, em um horizonte mais amplo, elas simplesmente desaparecem.

Talvez o verdadeiro convite dessa imagem seja aprender a viver com um pouco mais dessa "altitude interior". Não precisamos viajar ao espaço para isso. Basta, às vezes, elevar o pensamento alguns graus acima das nossas certezas imediatas. Olhar as situações com mais distância, respirar antes de julgar, lembrar que o outro também habita esse mesmo planeta que nos sustenta. Porque, no fundo, a Terra continua sendo uma só.

E talvez uma das tarefas mais profundas da consciência humana seja aprender a viver aqui embaixo com a mesma visão que os astronautas tiveram lá de cima.

                                                                                      

 Aline Nascimento Freitas

Aluna e professora da Nova Acrópole

 

 Lago Norte/Brasília-DF

                                                                                          

Livro: Para Entender o Caibalion: a Vivência da Filosofia Hermética e sua Prática nos Dias de Hoje: Editado no Brasil em 1912 pela Editora Pensamento, o livro “O Caibalion” é comentado por Lúcia Helena Galvão, filósofa e professora da organização Nova Acrópole do Brasil. Nessa edição, ela nos ajuda a desvendar os ensinamentos da obra hermética e, principalmente, a compreender como eles podem ser observados em nossa rotina diária. Um dos princípios de “O Caibalion” que se relaciona com o texto da nossa newsletter é: “Assim como é em cima é embaixo”. 

Vídeo: A TERRA VISTA DO ESPAÇO: Imagens do Astronauta Jeff Williams da NASA: Às vezes as imagens falam mais do que muitas palavras. Nesse vídeo, você irá conferir cenas capturadas pelo astronauta Jeff Williams da NASA, durante sua missão na Estação Espacial Internacional, em 2016.

Música: Beethoven - Moonlight Sonata: Sonata ao Luar de Beethoven, arranjada para Piano e Orquestra por Georgii Cherkin, estreada na Berliner Philharmonie com a Philharmonisches Kammerorchester Berlin, sob a regência de Michael Zukernik. 

 

 

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