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DEIXE-O PARTIR! - LUÍZA CAVALCANTE CARDOSO

De: LUÍZA CAVALCANTE CARDOSO <luizaccardoso@gmail.com>
Date: qui., 9 de abr. de 2026
Subject: filme
DEIXE-O PARTIR!
“Deixe-o partir” é um filme lançado em 2020,
dirigido por Thomas Bezucha, roteiro e adaptação
do romance homônimo feitos por Larry Watson, com
Kevin Costner e Diane Lane nos papéis
principais, além de Kayle Carter. É uma história
dramática, de um casal de idosos que perde seu
filho casado e vê a nora casar-se pela segunda
vez, levando seu neto para Dakota. Ao presenciar
a forma grosseira como o referido esposo trata a
criança e a esposa, a avó resolve seguir para
aquela cidade no intuito de trazer o neto.
Acompanhada do esposo, George, xerife aposentado
do condado. Que enfrenta a fúria da família
Weboy, formada pela mãe e vários filhos, irmãos
do padrasto de seu neto.
A partir de então o filme se desdobra,
caracterizando-se por apresentar um roteiro de
profundos sentimentos de amor, ódio, angústia e
saudade das sucessivas perdas. O luto está
presente e no final ele precisa ser encarado por
Margareth, a avó que foi a responsável por
querer resolver a situação. Enriquecido pelas
interpretações de Costner e Diane, trata-se de
uma história bem contada e dirigida. Que vale a
pena assistir.
E, sem dúvida, como o cinema costuma fazer, ao
final do filme podemos nos perguntar sobre nossa
própria vida. Como lidamos com nossas perdas. De
que forma encaramos aqueles que nos cercam, a
partir de nossas fraquezas e impossibilidades.
Nos questionando até que ponto levamos nossos
mais próximos a assumirem uma realidade porque a
desejamos muito. Ou seja, até que ponto
envolvemos os outros em situações que são
nossas. De nossa inteira responsabilidade.
Colocando em seus ombros problemas que eles
assumem por nos querer bem.
Um outro aspecto, igualmente presente, são as
perdas que se sucedem em nossas vidas e como
lidamos com elas. Ou seja, o que fazemos com
nosso luto? Submergimos na tristeza sem noção do
tempo ou tentamos emergir sofridas, mas fortes,
com maior noção de quem nós somos e por quê
fazemos? Decididas a viver a vida com mais
pertencimento? Porque ao final, é disto que fala
o filme: da dificuldade de aceitar perdas
sucessivas e ainda aceitar viver. E sim, ele
fala de uma realidade diante da qual é difícil
ser corajoso. Mas é imprescindível.
O cinema quase sempre nos leva a pensarmos sobre
a vida. Questões vitais costumam aparecer, assim
como as pessoas reagem a elas. E, de certa
forma, nós aprendemos com isto. Assim como
aprendemos no cotidiano, a lidar com as
frustrações, as impossibilidades, os limites e o
luto. O fato de, como diz o texto que li sobre o
filme, certas vitórias “aparecerem cobertas de
cicatrizes.” (04/2026/luiza) |
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