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Evento de premiação prejudicado por serviço
ineficiente do Hotel Nacional Seria um
evento inesquecível , na sua proposta de
programação e pelo nível dos
convidados... contudo, inúmeras e graves falhas
por parte do Hotel Nacional, cujo pessoal se
mostrou, do início ao fim, negligente,
ineficiente e até mesmo descortês, transformaram
uma recente festa "black-tie" num exemplo de
péssimo serviço e desrespeito a compromissos
assumidos nos mínimos detalhes visando ao
sucesso de uma noite especial.
A entrada VIP lateral, registrada com bastante
antecedência nos convites, não estava
disponível, o que foi informado aos
organizadores apenas duas horas antes, por ter
sido alugada para um curso ou seminário, que
encheu o Salão da entrada VIP de mesas com
computadores, segundo explicou uma funcionária
do departamento de eventos do hotel.
Foi um grande transtorno para os convidados
que se dirigiam para o acesso VIP e se
deparavam com a entrada fechada, sem
encontrarem nenhum funcionário do hotel para
esclarecer essa alteração de última hora que
não tinha sido comunicada formalmente à
organização do evento "black-tie/a rigor".
Houve muitas outras falhas do hotel que,
inclusive, não concedeu o "up-grade"
prometido às personalidades que lá se hospedaram
a convite . Nem mesmo foi honrado o acordo para
que fossem colocadas, pelo menos, em suites
simples, considerando-se que os apartamentos
estão em situação decadente.
Outro fato desagradável: os seguranças do hotel
se mostraram ausentes, omissos, diante dos
inúmeros pedidos para retirarem os "fotógrafos"
que entraram, sem convite, nem
autorização, possivelmente pela porta de serviço
e abordavam com insistência os convidados,
oferecendo e cobrando pelas fotos com talonários
de pedidos, etc., protagonizando cenas
constrangedoras!
Também não houve auxílio do pessoal do hotel
quando se precisou de uma mesa no palco para
colocar os diplomas e as medalhas. Os
funcionários simplesmente sumiram, nem mesmo
trouxeram água para os mestres de cerimônia
que estavam com a garganta seca de tanto lutar
contra o microfone com problemas, cedido pelo
músico, porque o hotel não instalou serviço
de som no local.
Os prejuízos para a cerimônia, com as inúmeras
falhas, a negligência óbvia e o cancelamentos de
serviços que não foi comunicado com
antecedência, tudo isso desmereceu o local
escolhido para valorizar o importante evento de
premiação.
Para completar esse drama de omissões sucessivas
e má vontade acintosa, no meio da noite o
fotógrafo oficial deixou o recinto, aborrecido (
com razão ) com a atuação dos fotógrafos
penetras, diante de seu péssimo comportamento,
eles que não estavam com o traje exigido nos
convites e se faziam passar por representantes
de veículos de comunicação conhecidos. Com a
saída antes do término do evento, não foi
possível para a organização ir até as mesas, e
fazer, como pretendia, as fotos com os
convidados.
Aliás, o fato é que essa confusão toda começou
porque o acesso ao local estava sem funcionário
para receber quem chegava, o que permitiu o
ingresso sem a apresentação dos convites.
Então, aqueles que não deveriam estar ali,
sentaram-se às mesas numeradas e, de forma
bastante desagradável, participaram do coquetel
e do jantar, beberam e circularam entre os
presentes como se fossem profissionais
convidados.
Quanto ao coquetel e ao jantar, foram servidos
com atraso de horas, o que foi abertamente
comentado por inúmeras pessoas. Muitas, aliás,
já reclamavam durante o coquetel, e se retiraram
sem esperar mais o jantar... Soube,
posteriormente, que a demora para o início da
cerimônia, assim como o atraso do jantar,
ocorreram devido às tentativas dos organizadores
para, sem contar com o apoio dos seguranças do
hotel, expulsarem os penetras, ao mesmo tempo
que buscavam solucionar, com a boa vontade do
músico, os problemas provocados pela ausência do
sistema de som não disponibilizado pelo hotel.
O serviço foi realizado sempre, do
início ao fim ( bufê salgado, sobremesas e mesa
do cafezinho, na saída), com a total ausência de
um sorriso, por parte de todos os empregados
envolvidos, além de uma pressa indisfarçável,
que me incomodou muito, em retirarem, sem
qualquer delicadeza de movimentos, o que estava
na mesa dos convidados e no bufê...
Visivelmente, a equipe estava mal satisfeita e
não se envergonhava em tratar com rudeza
as pessoas servidas. Aborrecidos, mal olhavam
para nós. Isso realmente me deixou sem graça, de
coração apertado , como se eu e todos nós não
fôssemos bem-vindos. Nada lhes pedi de modo
especial - bebi apenas água e me servi dos
bufês. Disse-lhes "obrigada " quando me serviam,
entretanto, não mereciam agradecimento. Achei
que foram todos "profissionais" péssimos ( nota
zero! - incrível!) - eu não os recomendaria a
ninguém, nem os contrataria para nada.
Pensando nessas atitudes indelicadas, quase
agressivas, cheguei a temer pela qualidade dos
alimentos e da água! Senti um certo medo, receio
de passar mal, o que não aconteceu, felizmente.
Ao escrever sobre o assunto, porém, o mal-estar
emocional retorna. Espero não vivenciar, outra
vez, essa experiência desagradável.
Permaneci no evento em atenção aos
organizadores e às pessoas agradáveis e cultas
que me acompanhavam, naquela mesa... Foi uma
situação de visível e constante descortesia,
praticada por quem não compreendeu o valor de
suas funções, no importante evento de premiação,
com a presença de tantas personalidades,
convidados tão ilustres sendo homenageados.
Brasília - DF, 17 de agosto de 2006.
Theresa Catharina de Góes Campos
Jornalismo com ética e solidariedade
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