Theresa Catharina de Góes Campos

  Evento de premiação prejudicado por serviço ineficiente do Hotel Nacional

Seria um evento inesquecível , na sua proposta de programação e pelo nível dos convidados... contudo, inúmeras e graves falhas por parte do Hotel Nacional, cujo pessoal se mostrou, do início ao fim, negligente, ineficiente e até mesmo descortês, transformaram uma recente festa "black-tie" num exemplo de péssimo serviço e desrespeito a compromissos assumidos nos mínimos detalhes visando ao sucesso de uma noite especial.

A entrada VIP lateral, registrada com bastante antecedência nos convites, não  estava disponível, o que foi informado aos organizadores apenas duas horas antes, por ter sido alugada para um curso ou seminário, que encheu o Salão da entrada VIP de mesas com computadores, segundo explicou uma funcionária do departamento de eventos do hotel.

Foi um grande transtorno para os convidados que se dirigiam para o acesso  VIP e se deparavam com a entrada fechada, sem encontrarem nenhum funcionário do hotel para esclarecer essa alteração de última hora que não tinha sido comunicada formalmente à organização do evento "black-tie/a rigor".

Houve muitas outras falhas do hotel que, inclusive, não concedeu o "up-grade" prometido às personalidades que lá se hospedaram a convite . Nem mesmo foi honrado o acordo para que fossem colocadas, pelo menos, em suites simples, considerando-se que os apartamentos estão em situação decadente. 

Outro fato desagradável: os seguranças do hotel se mostraram ausentes, omissos, diante dos inúmeros pedidos para retirarem os "fotógrafos" que entraram, sem convite, nem autorização, possivelmente pela porta de serviço e abordavam com insistência os convidados, oferecendo e cobrando pelas fotos com talonários de pedidos, etc., protagonizando cenas constrangedoras!

Também não houve auxílio do pessoal do hotel quando se precisou de uma mesa no palco para colocar os diplomas e as medalhas. Os funcionários simplesmente sumiram, nem mesmo trouxeram água para os mestres de cerimônia que estavam com a garganta seca de tanto lutar contra o microfone com problemas, cedido pelo músico, porque o hotel não instalou serviço de som no local.

Os prejuízos para a cerimônia, com as inúmeras falhas, a negligência óbvia e o cancelamentos de serviços que não foi  comunicado com antecedência, tudo isso desmereceu o local escolhido para valorizar o importante evento de premiação.

Para completar esse drama de omissões sucessivas e má vontade acintosa, no meio da noite o fotógrafo oficial deixou o recinto, aborrecido ( com razão ) com a atuação dos fotógrafos penetras, diante de seu péssimo comportamento, eles que não estavam com o traje exigido nos convites e se faziam passar por representantes de veículos de comunicação conhecidos. Com a saída antes do término do evento, não foi possível para a organização ir até as mesas, e fazer, como pretendia, as fotos com os convidados.

Aliás, o fato é que essa confusão toda começou porque o acesso ao local estava sem funcionário para receber quem chegava, o que permitiu o ingresso sem a apresentação dos convites. Então, aqueles que não deveriam estar ali, sentaram-se às mesas numeradas e, de forma bastante desagradável, participaram do coquetel e do jantar, beberam e circularam entre os presentes como se fossem profissionais convidados.

Quanto ao coquetel e ao jantar, foram servidos com atraso de horas, o que foi abertamente comentado por inúmeras pessoas. Muitas, aliás, já reclamavam durante o coquetel, e se retiraram sem esperar mais o jantar... Soube, posteriormente, que a demora para o início da cerimônia, assim como o atraso do jantar, ocorreram devido às tentativas dos organizadores para, sem contar com o apoio dos seguranças do hotel, expulsarem os penetras, ao mesmo tempo que buscavam solucionar, com a boa vontade do músico, os problemas provocados pela ausência do sistema de som não disponibilizado pelo hotel.

O serviço foi realizado sempre, do início ao fim ( bufê salgado, sobremesas e mesa do cafezinho, na saída), com a total ausência de um sorriso, por parte de todos os empregados envolvidos, além de uma pressa indisfarçável, que me incomodou muito, em retirarem, sem qualquer delicadeza de movimentos, o que estava na mesa dos convidados e no bufê... Visivelmente, a equipe estava mal satisfeita e não se envergonhava em tratar com rudeza as pessoas servidas. Aborrecidos, mal olhavam para nós. Isso realmente me deixou sem graça, de coração apertado , como se eu e todos nós não fôssemos bem-vindos. Nada lhes pedi de modo especial - bebi apenas água e me servi dos bufês. Disse-lhes "obrigada " quando me serviam, entretanto, não mereciam agradecimento. Achei que foram todos "profissionais" péssimos ( nota zero! - incrível!) - eu não os recomendaria a ninguém, nem os contrataria para nada.

Pensando nessas atitudes indelicadas, quase agressivas, cheguei a temer pela qualidade dos alimentos e da água! Senti um certo medo, receio de passar mal, o que não aconteceu, felizmente. Ao escrever sobre o assunto, porém, o mal-estar emocional retorna. Espero não vivenciar, outra vez, essa experiência desagradável.

Permaneci no evento em atenção aos organizadores e às pessoas agradáveis e cultas que me acompanhavam, naquela mesa... Foi uma situação de visível e constante descortesia, praticada por quem não compreendeu o valor de suas funções, no importante evento de premiação, com a presença de tantas personalidades, convidados tão ilustres sendo homenageados. 


Brasília - DF, 17 de agosto de 2006.

Theresa Catharina de Góes Campos
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