Portadores
de
deficiência
quebram
padrões
CASCAVEL
- A
oficina
“Dança
com
portadores
de
necessidades
físicas
especiais”,
realizada
dentro
da
programação
do
16º
Festival
de
Dança
de
Cascavel,
fez
com
que
muitos
espectadores
revissem
seus
conceitos.
O
curso,
ministrado
pela
professora
de
dança
Faculdade
de
Artes
do
Paraná
(FAP),
Andréia
Sério,
teve
duração
de
32
horas
e
cerca
de
20
alunos,
entre
eles,
professores
de
alunos
especiais
e
portadores
de
deficiência
física.
Segundo
Andréia,
que
é
também
representante
paranaense
do
programa
Arte
Sem
Barreiras
da
Funart,
se
um
dançarino
contemporâneo
tem
como
objetivo
quebrar
o
padrão
de
movimento,
então
um
portador
de
deficiência
física
pode
ser
um
dançarino,
já
que
é
uma
exceção.
Sua
especialidade
é
fazer
portadores
de
qualquer
deficiência
experimentar
e
conhecer
seu
corpo
com
a
criação
de
movimentos
jamais
imaginados.
“Isto
fica
possível
até
para
quem
não
tem
deficiência.
Busco
apresentar
a
qualidade
de
um
movimento.
É
dança
contemporânea,
então
há
uma
quebra
dos
sistemas
conhecidos
como
padrões
que
todos
possuímos”,
salienta
Andréia.
Segundo
a
professora
da
APAE
de
Cascavel,
Léia
Moraes,
participar
de
um
curso
com
uma
especialista
resultou
em
muita
informação
adquirida.
“Já
temos
a
aprender
muito
com
nossos
alunos.
O
que
estava
faltando
para
os
profissionais
cascavelenses
era
exatamente
esse
incentivo
em
reciclar
nosso
conteúdo
com
novas
experiências.
Este
curso
será
de
grande
valia
para
muitas
atividades
que
praticaremos
com
os
alunos”,
avalia
Léia.
Para
ter
uma
aula
dinâmica
e
que
resulte
em
iniciativa
de
experimentação,
Andréia
inicia
a
prática
logo
após
apresentar
seus
conceitos
retirados
da
teoria.
Seu
principal
objetivo
é
fazer
com
que
o
corpo
fale
e
calcule
seus
movimentos.
Para
isso,
sugere
que
todos
se
desprendam
dos
seus
movimentos
padrões.
“Os
alunos
devem
adquirir
liberdade
de
expressão.
Então
sugiro
que
se
tornem
mais
móveis.
O
contato
com
o
chão
possibilita
mudanças
e
sensibilidades”,
explica
ela.
O
Festival
de
Dança
é
uma
promoção
da
Prefeitura
Municipal
de
Cascavel
e
Secretaria
de
Cultura.
Inclusão
Para
os
alunos
em
cadeiras
de
rodas,
a
professora
deixa
claro
que
são
eles
que
se
moldam
às
aulas.
O
curso,
para
a
paraplégica
Elaine
Borges,
foi
exatamente
igual
ao
oferecido
aos
outros
integrantes.
“Somente
isso
já
mexe
com
nossa
auto-estima.
Todo
esse
processo
apresentado
pela
professora
nos
dá a
sensação
de
liberdade
e se
torna
muito
benéfico.
Estou
conhecendo
a
mim
mesma”,
comenta
Elaine,
já
lamentando
pelo
curto
tempo
do
curso.
Segundo
ela,
oportunidades
como
esta
deveriam
ser
oferecidas
sempre.
Os
alunos
rolam
no
chão
e
dançam
de
uma
forma
muito
possível.
Para
isto,
basta
que
recebam
o
código
da
professora,
interpretem
e,
então,
criem
o
movimento.
“Os
educadores
precisam
saber
que
não
há
limites
para
o
movimento.
Não
há
nenhuma
definição
dizendo
que
para
‘dançar’
precisamos
estar
obrigatoriamente
‘em
pé’
ou
ter
‘pernas’.
O
objetivo
é
comunicar,
não
importa
se
deitado
ou
nas
paredes”,
aponta
a
professora.