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Sobre minha família e meus amigos
Meus Médicos, | ||||||||||||||
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A VIDA DE MAMÃE (In memoriam) Theresa Amélia de Góes Campos 15 de outubro de 1925 - 14 de junho de 2008 A vida de Mamãe foi inspirada por Deus e realizada na família com amor e dedicação, todos os dias de sua existência. Por isso, é no amor que Mamãe nos deu, que ela, nossa Mãe, continua viva em nosso coração. Deixou o nosso convívio para ser recebida por Deus, faltando apenas quatro dias para completar um ano da morte de seu único filho, Fernando José Salvador Campos. Papai morreu em 02 de fevereiro de 2000, pouco antes de completar, em 15/3/2000, 56 anos de casamento feliz com nossa Mãe. Deixou um legado para nós, um tesouro como herança: o seu exemplo de caráter, de responsabilidade e honestidade no trabalho e na rotina de vida, assim como na dedicação à família. Católico praticante, como nossa Mãe, ambos nos ensinaram, com seu exemplo e na disciplina que de nós exigiam, a rezar e a freqüentar a igreja. Theresa Catharina de Góes Campos São Paulo, 15 de junho de 2008 AMIZADE: SAUDADES E
MUITAS LEMBRANÇAS PREFÁCIO de CERES ALVIM para "EXISTE VIDA SEM
POESIA?"
Nota: Cândida Severiana foi o pseudônimo
usado, nas primeiras obras, pela escritora Ceres
Alvim, mãe de cinco filhos e avó de Pablo Alvim,
que ilustrou a maioria de seus onze livros. |
Meu MUITO
OBRIGADA ao webmaster/design de nossos sites, o amigo February 23, 2005 10:24 PM Data: Sat, 24 Feb
2007 10:28:23 -0200 |
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A MEU PAI AVIADOR A meu pai, Fernando Salvador Campos (falecido em 02-02-2000), da primeira turma de oficiais-aviadores da recém-criada Força Aérea Brasileira (o novo Ministério da Aeronáutica, criado em 20 de janeiro de 1941, hoje Comando da Aeronáutica). Entre as inúmeras missões cumpridas, fez a Patrulha do Atlântico, na Segunda Guerra Mundial; pilotou vôos do CAN - Correio Aéreo Nacional, ansiosamente esperados nas regiões mais carentes do Brasil; viagens do Correio Suez, de suprimento e apoio ao contingente brasileiro em missão de paz das Nações Unidas, no Canal de Suez; missões de aerofotogrametria, Busca e Salvamento, quando estava no Sexto Grupo de Aviação, em Recife-PE, entre muitas outras missões e funções, úteis e relevantes. Por todos os lados, abaixo e acima, um mar de nuvens a nos rodear: oceano infinito do amor de Deus. Próxima pelo espírito a meu pai aviador, lembrando as palavras do herói também piloto que encontrou no deserto o seu Pequeno Príncipe. Os três, de vida tão frágil. Os três, amigos das nuvens. Vivem a realidade do encontro que não tem mais separações. A serenidade dos imortais. Lagoas, enseadas e lagunas no céu de nuvens emolduradas por mãos divinas e criadoras. Em constante caminhada, as dunas cantam e voam, ecoando o amor do Arquiteto maior, do Pintor inigualável. Como se o céu fosse jardim, que o Jardineiro não deixa fenecer: um espaço de sonhos e aventuras, todas finalmente realizadas nas revelações descerradas, em rotas do infinito a se descortinar. Ah, esses pioneiros e desbravadores, ousados e corajosos em sua fé, determinados a cumprir todas as missões. Atraídos pelos céus, amigos das nuvens indômitas, viajantes destemidas. Tão à vontade nas alturas, esses leais, bons amigos das nuvens, caminhando como anjos corajosos acima de lagos e mares, rios e florestas. Conheciam as paisagens do infinito que refletiam os limites desafiadores de vales, montanhas e desertos. Na eternidade, porém, tudo é infinito, inclusive a paz, na plácida imortalidade. Theresa Catharina de Góes Campos 13 de outubro de 2009, em vôo de Brasília a São Paulo. NOTA: Antoine de Saint-Exupéry dedicou sua obra mais conhecida, O Pequeno Príncipe, ao amigo Léon Werth, escritor e crítico de arte. Ensaísta e romancista francês, Léon Werth sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Vinte e dois anos mais velho que o jornalista, escritor e aviador, declarou no fim do conflito: "A paz sem Exupéry não me parece inteiramente a paz." Só teve conhecimento do livro que lhe fora dedicado cinco meses depois da morte do amigo, quando recebeu uma edição especial. No poema A Meu Pai Aviador, faço referência a três pessoas muito especiais porque pensei, ao escrever os versos, incluir O Pequeno Príncipe, na verdade, lembrando Léon Werth, porque tudo indica ter Exupéry nele se inspirado, para construir o personagem mais famoso em todo o conjunto de sua obra literária. Theresa Catharina |
"ROSÁCEA
DE ESTRELAS" TAMBÉM PUBLICADA NA EDIÇÃO ESPECIAL
DO JORNAL "LEGIS"Esta é a versão em pdf do arquivo http://www.sindilegis.org.br/adm/jornalegis/ arqupload/ano2008/80jornalAgostoEsp-2008827171044.pdf. JORNAL "LEGIS" - Ano VIII - Número 80 - EDIÇÃO ESPECIAL - Agosto de 2008 Page 3 LEGISLEGISCARTAR Rosáceas de estrelas. Contam. Como foi, não sei. As palavras, as circunstâncias, há muito derraparam no tempo. Hoje, não consigo nem mesmo a promessa de um retorno àqueles dias agora relembrados. Retorno ao passado, volto à infância. A custo, posso apenas concordar com a minha avó materna. Ela me conta que eu, com uns três anos de idade, já opinava sobre as eleições presidenciais. Repetindo conversas de adultos, eu dizia, até com uma certa segurança na voz infantil, mas confundindo a noção de realidade:- Eu votei no “Duta”.Outro fato perdido no recuo dos anos refere-se à ocasião em que papai beijou minha irmãzinha caçula,Victoria, três anos mais nova que eu, e, depois, encostou seu rosto no dela por alguns minutos. Ao presenciar tal cena, prontamente pedi:- Papai, me beije como o senhor beijou Victoria. Faça no meu rosto o mesmo que o senhor fez, igualzinho...Se, um dia, eu beijasse com os olhos o infinito do céu e então sentisse nos lábios o esplendor de mil rosáceas de estrelas, ainda imaginaria minha infância um baú preciosíssimo, repleto de lendas verdadeiras. (Ah, a meninice que escorregou com o crescimento de nossas mãos!)As rosáceas de estrelas não poderiam mesmo competir. Existem há séculos e pertencem a todos.Mas a simplicidade é própria das crianças , crédulas e crentes, para quem tudo existe como possibilidade.E o valor de um carinho de pai prolonga-se em nossa vida, repetindo-se e se fazendo presente por toda a eternidade.A filha que muito o ama, Therezita.O pai da autora faleceu em 2000 e a mãe em 14 de junho de 2008. O manuscrito original deste texto foi encontrado por Theresa entre algumas cartas que sua mãe guardava.Ao meu querido Pai, no dia do seu aniversário.Rio, 07 de julho de 1963Por Theresa Catharina de Góes Campos
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